terça-feira, 29 de maio de 2012

Bach - Coffee Cantata ''Schweigt stille, plaudert nicht'' BWV 211 - Fina...


BACH - CANTATA DO CAFÉ



Bach, Cantata do Café 

 J.S Bach – Cantata do Café ou Coffee Cantata

J.S Bach - Cantata do Café ou CoffeeCantata

Bach, a mulher e o café. O que isto têm a ver?
Beber café,
um desejo proibido para as mulheres
 da Alemanha do século XVIII.

Apesar do consumo daquele grão escuro de efeito estimulante ter sido o acompanhamento perfeito das conversas sobre política e artes dos intelectuais eruditos, se ingerido pelas mulheres da época, o café era tido como “um negro veneno” que causava descontrole e esterilidade.

Tudo bem, hoje, a discussão serve apenas de memória, mas, o curioso é observar o que a composição Kaffee-Kantate (ou, Cantata do Café), mini-ópera do “pai da música” Johann Sebastian Bach, contribuiu para essa história.

Na figura a foto de J.S Bach – Cantata do Café ou CoffeeCantata

Tocada entre 1732 e 1735 na Kaffeehaus de Zimmermann, em Leipzig, a cantata tem tom cômico e narra a tentativa de repressão do pai rabugento. Schlendrian à mania de Lieschen, sua filha viciada em café. Esgotados os modos de convencê-la do perigo daquele terrível desejo, Schlendrian só consegue satisfazer à sua vontade quando a oferece um marido.

No entanto, ao contrário do repúdio ao café, instigada pelos homens da elite alemã, Bach compôs um salve, um ode, um reverendo à bebida.


“Ah, como é doce o seu sabor. /
 Delicioso como milhares de beijos, / 
 mais doce que um moscatel. /
 Eu preciso de café” (…) 
“Paizinho, não sejas tão mau. / 
Se eu não beber meu café / 
as minhas curvas vão secar / 
as minhas pernas vão murchar / 
ninguém comigo irá casar”.
 
 
O literato Milton Ribeiro,
deixou a ressalva:

 “Bach aprendera muito bem, 
em sua vida familiar, 
que influenciar os jovens
não era assim tão fácil.
 
 Portanto, adicionou um recitativo no qual os planos de Lieschen são revelados: o homem que quiser casar com ela terá de consentir numa cláusula: o contrato matrimonial certamente preverá que a mulher possa tomar café sempre que lhe apetecer”.

Pois é, homens e mulheres! Quatro séculos depois, especialistas não têm dúvidas de que três a quatro xícaras para o café diário, o que representa cerca de 500 mg de cafeína, só faz bem para a saúde.

Estimula a memória, combate a depressão e suas consequências, é rico em sais minerais – potássio, cálcio, zinco, ferro e magnésio -, além de vitamina B, ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais, entre outros nutrientes. É, eles não sabiam disso…

Bom, chegou a hora 
de matar a curiosidade.
 Vamos escutar a Cantata do Café?
 

 por: Tatiana Dourado
 
 
28 de Maio de 2012
 
ciência

Quem bebe café vive mais

Por - 17 mai, 2012 - 08:51
11 Comentários
Milhões de pessoas começam a manhã tomando café, e um novo estudo médico sugere que ele pode ajudar você a viver mais – se você beber o bastante.


O estudo de larga escala, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que homens que bebem seis xícaras de café ou mais por dia tinham 10% menos chance de morrer durante os 14 anos do estudo. 

Mulheres que bebiam seis xícaras ou mais por dia tinham 15% menos chance de morrer no mesmo período. 
 
O resultado, obviamente, é: quem bebe café vive mais.
Os pesquisadores também mostraram que o efeito é visto em praticamente qualquer causa de morte, como doenças do coração, do pulmão, diabetes, derrame e infecções. O efeito, no entanto, parece cair se o consumo for pequeno – uma xícara de café tem efeito desprezível.
Dr. Neal Freedman, um dos pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, explica:
O café contém mais de 1.000 componentes que podem afetar as chances de morrer. O componente mais estudado é a cafeína, mas associações semelhantes entre café normal e descafeinado tanto neste como em um estudo anterior sugerem que, se a relação entre consumo de café e mortalidade for causal, outros componentes no café – por exemplo, antioxidantes, incluindo polifenóis – podem ser importantes.
Tudo isto significa que, se alguém disser que você está tomando café demais, sua réplica já estará pronta. [NEJM via The Telegraph]
Foto por pick/Shutterstock

em Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Publicado por Redação Blog Café Fácil

Li
Fonte:
 
 Gizmodo US
 por: Tatiana Dourado
Publicado por Redação Blog Café Fáci
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

MOVIMENTO CUBISTA E A SIMULTANEIDADE




    1. “ A Arte da simultaneidade”
    2. Paul C é zanne – O monte Santa Victoria. Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Para Cézanne, a pintura não podia desvincular-se da natureza, tampouco copiava a natureza; de fato, a transformava.
    3. Outras influencias: Arte africana
    4. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
    5. Considerado um divisor de águas na história da arte ocidental, o cubismo recusa a idéia de arte como imitação da natureza, afastando noções como: Perspectiva e modelagem; Qualquer tipo de efeito ilusório Georges Braque Segundo Georges Braque, um dos expoentes desse movimento: “ Não se imita aquilo que se quer criar.”

    6. O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes. Picasso. Fábrica de Horta de Ebro. 1909
    7. O espaço do quadro - plano sobre o qual a realidade é recriada - rejeita distinções entre forma e fundo ou qualquer noção de profundidade. Geometrização das formas e volumes; Renúncia à perspectiva; O claro-escuro perde sua função; Representação do volume colorido sobre superfícies planas; Sensação de pintura escultórica; Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.

    8. Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. 

A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
Picasso

   
    11. Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
    12. 

 Ismael Nery

Leonel Fenninger
 Lyonel Fenninger

    13. Juan Gris; Fernand Léger; Robert Delaunay; Sonia Delaunay-Terk; Albert Gleizes; Jean Metzinger; Roger de la Fresnaye.Ismael Nery;Leonel Fenninger

    14. A Grande Parada, Fernand L é ger, 1954 Vista da Baía, Juan Gris, 1912, Museu Nacional de Arte Moderna, Paris A Cidade de Paris, Robert Delaunay, 1910-12

O Cubismo surge com o pintor francês Paul Cézanne que introduziu em suas obras a distorção nas formas e os formatos bidimensionais. Mas é em 1907, que o Cubismo é retratado com maior ênfase nas pinturas do principal representante deste movimento: Pablo Picasso, ao lado de Georges Braque.

O quadro de Picasso intitulado pelo autor de “Demoiselles d’Avignon” retrata e prenuncia as características cubistas: formatos geométricos, sensação de pintura escultural e a superposição de partes de um objeto sob um mesmo plano.

A pintura cubista destaca as formas geométricas como meio de expressão: cones, cilindros, esferas, pirâmide, prismas. Os formatos embasados na matemática geométrica possibilitam ao espectador a visualização espacial da imagem, ou seja, o objeto pode ser visto por ângulos diferentes.

A visão cubista tem a função de ilustrar na arte a decomposição, fragmentação e recomposição da realidade através das estruturas geométricas.

Os artistas cubistas trazem uma ruptura com a perspectiva de visualizar o mundo sob um só ângulo, uma só perspectiva. Então, o usufruto de colagens, montagens, a superposição de figuras, a simultaneidade são características marcantes dos cubistas.

A literatura no Cubismo também retratou a fragmentação e a geometrização da realidade por meio da linguagem: as palavras são soltas e são dispostas no papel a fim de conceber uma imagem.

O Cubismo surgiu nos meios literários com o manifesto-síntese de Guillaume Apollinaire, em 1913. Apollinaire apoiava a destruição da sintaxe, assim como a vanguarda anterior (Futurismo) era a favor da invenção de palavras e de seu uso sem preocupações com normas, do verso livre e da abolição do lirismo (estrofe, rima).

No Brasil, o Cubismo exerceu influência na década de 20 com Oswald de Andrade e na década de 60 com o Concretismo.

Por Sabrina Vilarinho
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Texto de apoio ao professor - Cubismo

No início do século 20, muitos inventos estavam surgindo e revolucionando o mundo: os carros, por exemplo, nasceram por volta de 1908. Associadas às mudanças políticas e sociais, as transformações alteraram a ordem das coisas e, como consequência, o olhar dos artistas a respeito da realidade.

A fotografia - grande inovação no século 19 - já havia promovido várias mudanças, fazendo com que a Arte começasse a se libertar da necessidade de representar os objetos de uma forma realista. 

Os trabalhos de povos de outras culturas, diferentes da europeia, ganhavam destaque. Objetos como as máscaras de madeira criadas pelas diferentes etnias africanas despertavam em alguns artistas um especial interesse: elas tinham um desenho mais sintético e ornamentos geométricos que encantavam os europeus.

É nesse contexto que entra em ação o artista-tema da reportagem de VEJA: Pablo Picasso. Nos primeiros anos do século, o jovem pintor espanhol estava morando em Paris e foi profundamente influenciado por esse cenário e pelas obras de Paul Cézanne e Paul Gauguin. Os elementos presentes no trabalho dos dois artistas o impulsionaram a fazer uma verdadeira revolução em sua pintura, iniciada com a criação de "Les demoiselles d’Avignon" (As senhoritas de Avignon).
Picasso - "Les demoiselles d’Avignon" (As senhoritas de Avignon).

O quadro retratava um grupo de cinco moças com uma certa selvageria. Picasso torceu seus corpos, tornou-os angulosos e deformou os rostos. Na verdade o pintor não estava preocupado em realizar nenhum retrato realístico, mas sim, mostrar o seu próprio modo de olhar o grupo de senhoritas.

A obra se tornou um marco e, pouco depois, Picasso se reuniu com outro grande artista, com quem daria início ao movimento cubista: Georges Braque.

 George Braque

George Braque

George Braque

 George Braque
George Braque

O Cubismo foi uma das grandes transformações da Arte no século passado, rompendo com a perspectiva tradicional. O nome Cubismo surgiu de um comentário feito pelo crítico Louis Vouxcelles a respeito das obras de Braque; para ele o pintor estava desprezando as formas e reduzindo paisagens, figuras e casas a padrões geométricos, a cubos.

A ideia dos cubistas era sintetizar as formas - como Cézanne já havia começado no século 19. O mais importante, porém, era mostrar as diversas vistas do objeto, na sua integralidade. 

Os cubistas acreditavam que a pintura estava muito limitada, ao mostrar somente uma vista de cada vez. A proposta era a simultaneidade.

Em um primeiro momento Picasso e Braque trabalharam a ideia da multifacetação do objeto usando somente a pintura.

 Essa fase ficou conhecida como Cubismo Analítico. Em seguida, partiram para outras experiências: passaram a trabalhar com recortes de papéis com as formas dos objetos, realizando colagens ou interferindo com outros materiais nas pinturas, como tecidos, embalagens de cigarros, criando assim o quadro-objeto. Era a fase do Cubismo Sintético.

Picasso e Braque trabalharam juntos por alguns anos até a Primeira Guerra Mundial, quando este foi convocado para servir o exército francês. Quando retornou, os dois artistas seguiram direções diferentes, mas as lições cubistas foram tão importantes que encontraram adeptos em diversos locais da Europa e até da Rússia. O movimento está presente na obra de artistas como Fernand Leger, Juan Gris, Marc Chagal, Kasimir Maliévitch e muitos outros.

Terminada a exposição, proponha que os alunos tragam, na próxima aula, os seguintes materiais:
- Transparências ou envelopes plásticos transparentes - desses utilizados para guardar documentos
- Materiais para pintar e desenhar - tintas, pincéis, giz de cera etc
- Caneta para transparência ou para retroprojetor
- Folhas de papel craft ou cartolina branca

2ª aula
Para esta aula, você precisará de um retroprojetor. Retome os conceitos trabalhados na aula anterior em relação ao movimento cubista e às propostas de Picasso e Braque para esse novo modo de olhar o mundo.

Proponha que a turma monte uma composição simples no meio da sala, utilizando objetos dos próprios alunos - mochilas, cadernos etc. Terminada a montagem, peça que os alunos sentem-se ao redor do conjunto, observem a composição e, com a caneta de retroprojetor, desenhem o que veem nas folhas de transparência ou nos envelopes plásticos. Oriente-os para que se preocupem apenas com os contornos das formas dos objetos.

Conte à classe que eles vão criar uma pintura cubista coletiva. Explique que pode ser feito um único trabalho ou vários, separando os alunos em pequenos grupos. Veja o que a turma prefere e comece a composição.

Monte na parede um painel com folhas de papel craft ou cartolina. Oriente os alunos para que, utilizando o retroprojetor, ampliem as imagens das transparências projetando-as sobre este painel, que estará fixo na parede. Misture os desenhos de pessoas que estavam sentadas em locais diferentes, sobrepondo as transparências, unindo diferentes vistas da composição em um único trabalho, lembrando que a proposta dos cubistas era a de mostrar simultaneamente várias faces de um mesmo objeto.

Em seguida peça que os alunos interfiram nos espaços surgidos entre as linhas, utilizando tintas, grafites coloridos, giz de cera e até mesmo colagem (como no cubismo sintético).

Avaliação
Ao término do trabalho reúna a turma, peça para que comentem a experiência. Retome algumas das imagens de obras do cubismo e procurem juntos estabelecer as convergências entre a proposta realizada e a dos cubistas.

Consultoria Maria José Spiteri Tavolar Passos
mestre em Artes pela UNESP - SP, professora de Estética e História da Arte e Linguagem Visual na Universidade Cruzeiro do Sul e Escultura na Universidade São Judas Tadeu.
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Pablo Picasso

Li
 Fonte:
 http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/cubismo-arte-simultaneidade-553020.shtml
Universidade Cruzeiro do Sul e Escultura na Universidade São Judas Tadeu.