da categoria Arquitetura e Decoração do 1º Prêmio de Talentos do Brasil - Minas Gerais
Por Carolina Daher
Rodrigo Câmara
Gustavo Penna
ARQUITETURA E DECORAÇÃO
Gustavo Penna
O primeiro contato de Gustavo Penna, 61 anos, com arquitetura foi pela janela da casa de seu avô, o poeta José Oswaldo de Araújo, na região da Pampulha, de onde via a obra de Oscar Niemeyer.
Com mais de 30 anos de atuação, uma das características dos projetos de Penna é a integração das construções com as pessoas.
Atualmente assina, com um escritório alemão, o projeto de revitalização do Mineirão para a Copa de 2014 e desenvolve outra obra com o renomado arquiteto americano Richard Meier, 78.
Livro lançado em 2009 oferece a possibilidade de conhecer um personagem que ajuda a construir Belo Horizonte: Gustavo Penna (Viana & Mosley Editora), de Roberto Segre. Com o dom de pôr lado a lado presente e passado, o arquiteto criou o moderno prédio da Academia Mineira de Letras, na Rua da Bahia, propondo o sonho de uma cidade mais bonita, civilizada e ousada. Também saiu da prancheta de Gustavo o projeto que transformou o inóspito e insípido Parque da Gameleira em Expominas - construção futurista cujas formas e espaços arrojados expressam visão ampla do mundo e da metrópole.
É só o primeiro livro sobre o trabalho de Gustavo Penna nas últimas três décadas. Em breve, sairão outros dois. As publicações surgem no momento em que a obra do mineiro, admirada pelos "papas" Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, ganha destaque especial no panorama da arquitetura brasileira.
Em breve, importantes projetos dele se tornarão realidade, como o Museu do Aleijadinho, em Congonhas (MG), e a reforma do Mineirão para a Copa da Mundo de 2014. "O filósofo Merleau-Ponty diz que os acidentes de percurso constituem o percurso. Agora estão começando a se concretizar coisas que são de momentos diferentes", comemora Gustavo.
"Projetar e ter ideias já dá prazer, é quando a obra é sua. Mas arquitetura só se completa com a participação dos outros. Por isso, luto como louco para ver meus projetos realizados", confessa ele.
"Arquitetura é gesto de carinho,
cria instrumentos para se habitar o planeta.
O arquiteto cria a possibilidade de beleza, que é a dimensão da harmonia a partir do cotidiano", afirma Gustavo, sentado numa das salas de seu belo escritório, instalado em casa centenária do Centro de Belo Horizonte. Há fotos e obras de arte. No sifão do pátio interno, pode-se ler a frase do poeta latino Virgílio:
"Coragem,
assim se vai às estrelas".
Gustavo Penna diz que tem experimentado uma espécie de recomeço. "Estou mais livre, minha atitude diante da vida e do mundo é de esperança e de requalificar, não de desespero. A cidade tem ficado totalmente desarmônica, o arquiteto é cada vez mais necessário. Ele é o antídoto para a feiura, para a desarmonia e para a guerra. Gosto de criar o gestual do edifício, de ver o edifício assumindo um gesto meu". A poesia é sua fonte de inspiração. "Cintilação de pensamentos associados à forma", resume o autor do projeto do Parque Ecológico da Pampulha.
Sidney Lopes/EM/D.A Press
"Estamos cansados de prédios mudos
, que não têm opinião, ocos"
- Gustavo Penna, arquiteto-poeta
BRASÍLIA
Gustavo nasceu em Belo Horizonte e tem 59 anos. Fez vestibular de engenharia para testar se era bom em matemática, mas acabou se matriculando em arquitetura. A escolha veio naturalmente, produto do gosto pelo desenho. Aos 12 anos, o impacto: Brasília, que visitou com a turma de colégio. "Nunca tinha visto nada igual. Aqueles espaços, os volumes distantes uns dos outros, o ar entre as coisas", relembra.
O primeiro trabalho como estagiário foi no escritório carioca do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), selecionado por Gabriela Mello Franco. Na época, o órgão procurava jovens interessados na área de patrimônio. "Quando cheguei e vi que o coordenador era Lúcio Costa, levei um susto", diz. Até hoje ele se lembra da primeira vez que o inventor do Plano Piloto de Brasília o chamou pelo nome.
OS ESPAÇOS DE GUSTAVO
Tempos de BH - "Tem o tempo da fundação, da Praça da Liberdade, do traçado urbano de Aarão Reis, dos grandes arquitetos italianos. E o tempo da Pampulha, quando a cidade convencional passou a ser de vanguarda e gerou onda de modernidade para todo o Brasil. Há o tempo da desqualificação: por não termos apreço pelo planejamento, a cidade vai ficando cada vez mais feia, descuidada, desconsiderada e tratada como lugar de fazer dinheiro. Os valores simbólicos são deixados de lado. Com relação ao futuro, acredito que temos de planejar uma cidade para a convivência, para a cidadania, para a fraternidade, para gostar das árvores, das avenidas e dos lugares. Um lugar para criar filhos, conviver com amigos e, daqui, trabalharmos para qualquer ponto do mundo".
Pampulha - "Momento mágico. Passados mais de 60 anos, há gente que, ainda hoje, acha tudo aquilo vanguarda. Foram necessários pouco menos de 9 mil metros quadrados para encantar o mundo e criar o conjunto que deu a Belo Horizonte um lugar no mapa-múndi. Quer dizer, não é preciso fazer arquitetura imensa para plantar vanguarda. Com pequenos gestos artisticamente potentes, consegue-se isso. Outro edifício que acho maravilhoso é o do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Digno, ele não é exibido. Belo, tem elegância. É aéreo".
Congonhas - "O projeto é retomar o diálogo entre as partes que compõem o conjunto. Fico impressionado com o espaço, com o ritmo, com aquele zigue-zague dos Passos da Paixão. É lugar com atmosfera barroca, mas de forma lúdica. São raros os adros de igreja com espaços tão amplos e igreja no topo, como grande louvor a Deus. É o momento mágico de ascensão. Estive com Amilcar de Castro em Congonhas e ele disse: 'É a obra do maior artista das Américas'. Concordo, é um lugar especial do mundo. Trabalhar lá é uma reza. Sinto a necessidade do religare".
Mineirão - "O ícone do esporte, na Pampulha, vai ser uma das sedes da Copa do Mundo, se possível do jogo de abertura. Então, precisa representar a nossa competência, o nosso conhecimento dos avanços da tecnologia, da segurança e das necessidades de funcionamento e uso. Tem de ser local múltiplo, capaz de sediar vários eventos. Não só para as grandes torcidas, mas também para as crianças, as mães. Tem de ser fator de agregação, não de desagregação das famílias. Não vamos mexer na arquitetura de Eduardo Mendes Guimarães e de Gaspar Garreto. As interferências serão internas, subterrâneas".
Conheça alguns projetos de Gustavo Penna em MG
Perspectiva do Espaço Multiuso Américo Renné Giannetti,
no Parque Municipal, em BH
Casa em Tiradentes
Perspectiva do Museu de Congonhas
Perspectiva do Centro de Convenções Inhotim
Expominas, em BH
Perspectiva da Ópera de Minas
Escola Guignard, em BH
Escola Guignard
Memorial Japonês no Parque Ecológico da Pampulha, em BH
como a natureza é. ( Pre-)OcupaçõesFísicaso que podemosdizer sobre a natureza"
"There is no quantum world. There is only an abstract physical description. It is wrong to think that the task of physics is to find out how nature is. Physics concerns what we can say about nature"
O Sem Censura reúne as previsões para 2012. Para falar sobre o assunto, o programa recebe as astrólogas Monica Horta e Marcia Mattos. O numerólogo Gilson Chveid Oen apresenta os mantras para o novo ano. Os búzios revelam as previsões de 2012 com o babalorixá Paulo de Oxalá. A consultora de Feng Shui, Liana Oliver, dá dicas de arrumação da casa para o próximo ano. O programa conta, também, com a participação dos músicos Mauro Senise e Gilson Peranzetta para um papo sobre o CD "100 anos de Noel".
No De Lá Pra Cá, um presente especial para o público: o programa destaca os 80 anos do Cristo Redentor, o principal cartão postal da cidade maravilhosa. E para contar como foi o projeto, a construção e a história desse monumento, os apresentadores entrevistam o escritor Antonio Edmilson, o arquiteto Jorge Scevola, o jornalista Luiz Paulo Horta e a cineasta Bel Noronha.
De cima do morro do Corcovado entende-se por que o Rio é chamado de cidade maravilhosa. A vista é um prêmio para todos os que sobem os 22 degraus em direção ao Cristo Redentor. Mais de 700 mil turistas vao visitar o monumento todos os anos. Gente simples e anônima, personalidades, reis, rainhas e papas. Todo mundo que visita o Rio de Janeiro, vai ao Cristo.
Construído com intenções religiosas, o Cristo Redentor acabou se transformando em ícone turístico de grande expressão. Igual a alguns monumentos que existem em outros lugares, cuja simples menção faz com que qualquer pessoa identifique o país de origem. É assim com a Estátua da Liberdade, com a Torre Eiffel, o Big Ben, a torre de Piza e muitos outros. A lista é grande. Mas só que apenas sete dessas obras figuram entre as novas maravilhas do mundo. E o Cristo, desde de 2007, é uma delas.
Mais sobreeste vídeo... Refletsdansl'eau("reflexos na água") porClaudeDebussy,realizadopelo pianistaJamesBoykem 1984no SalãoDabneyno Institutode Tecnologia da Califórnia, onde foipianistaemResidence.Nas notas deprograma para esseconcerto,escreveuBoyk
"...O conjunto deSchoenbergé tecnicamenteradicalem seratonal, mas o trabalhoesteticamenteradicalé aDebussy, poisnão temprotagonista.Não se tratade uma pessoaesperanças,lutase triunfos, nem sobreuma relaçãocom Deus.Éuma imagem,simplesmente,da Natureza.Nenhum ser humanoestá presente, excetona qualidade de observador.
"Também não équalquer sentidoo tempo humanopresenteTalvez seja por issojogando oDebussyleva-mefora de mime parececalmo eatualizaro públicoÉ umexcelente ponto de partidapara passar parao tempoobjetivo doStravinsky,..Interna, batimentos cardíacosassimétricadas peçasSchoenberg---com o tempoextinto noúltimo deles,uma elegia;.ebbe, finalmente,osociável efluxo deRavel"
JamesBoykpode ser contactadopelo e-mail boyk@PerformanceRecordings.com e você pode aprendermais sobre elee seu trabalhoem seu web site http://performancerecordings.com/
As coresno vídeocorrespondem apasso,com a "tônica" ("home")passoa serazul.O sistemade coloraçãoé descrito em detalhesaqui: http://www.musanim.com/mam/pfifth.htm
As formasno vídeocorresponde (aproximadamente)dediferentes maneirasas notasse movem e sãoagrupados:cordasparalelas,notas sustentadase acordes,rápido,lento, emritmoregular,lentoem ritmosirregulares.Novo!Clique nas palavras acima para ver traduções alternativas.
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Reflets dans l'eau ("reflections in the water") by Claude Debussy, performed by pianist James Boyk in 1984 at the Dabney Lounge at the California Institute of Technology, where he was Pianist in Residence. In the program notes for that concert, Boyk wrote
"... The Schoenberg set is technically radical in being atonal, but the esthetically radical work is the Debussy, for it has no protagonist. It is not about a person's hopes, struggles or triumphs, nor about a relation with God. It is a picture, simply, of Nature. No human is present except as observer.
"Nor is any human time sense present. Perhaps this is why playing the Debussy takes me out of myself and seems to quiet and refresh the audience. It is a wonderful base from which to move on to the objective time of the Stravinsky; the internal, asymmetrical heartbeat of the Schoenberg pieces---with time extinguished in the last of them, an elegy; and finally the sociable ebb and flow of the Ravel."
James Boyk can be contacted by email at
boyk@PerformanceRecordings.com
and you can learn more about him and his work at his web site http://performancerecordings.com/
The colors in the video correspond to pitch, with the "tonic" ("home") pitch being blue. The system of coloring is described in detail here: http://www.musanim.com/mam/pfifth.htm
The shapes in the video correspond (roughly) to different ways the notes move and are grouped together: parallel chords, sustained notes and chords, fast-moving, slow-moving in regular rhythms, slow-moving in irregular rhythms.