domingo, 30 de outubro de 2011

Blatant Plug (Biophilia)


Enviado por em 24/10/2011

http://itunes.apple.com/us/app/bjork-biophilia/id434122935

For a description of "harmonic coloring," see this page:
http://www.musanim.com/mam/pfifth.htm

The screenshot for Hollow is wrong in this video; click here for a fixed version:
http://www.youtube.com/watch?v=WeXJ4czixYk&t=0m44s

Categoria:

Música-BlatantPlug

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Camille Saint-Saëns, Aquarium, from Carnival of the Animals




Enviado por em 29/10/2011
FAQ

Camille Saint-Saëns, Aquarium, from Carnival of the Animals

Q: Who is performing?
A: The performance is by the Seattle Youth Symphony, conducted by Vilem Sokol.

Q: Where can I get this recording?

A: At IMSLP:
http://tinyurl.com/IMSLP-SS-Carnival


Q: How did you make this?

A: With software I wrote. There something similar for Windows you can get here:
http://www.musanim.com/player/

Some people have used this software to make videos for YouTube:
http://www.musanim.com/all/MAMMIDIPlayerOnYouTube.html

I haven't (since I have my own version that I prefer), but here's how they did it:
http://www.musanim.com/youtube/HowToMakeMamVideos.html


My thanks to Kazuto Byars for suggesting I do an animation of this piece and finding an audio recording that I had permission to use.

Categoria:Música- aquarium- Licença padrão do YouTube 


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Siron Franco 02


Siron Franco: artista internacional, pintor do Brasil.

Alfredo Aquino










O pintor goiano Siron Franco é hoje reconhecido internacionalmente, com várias exposições no Exterior e obras espalhadas por coleções e acervos de museus na Europa e nas Américas. Ele também conta com uma presença sólida de sua obra junto a colecionadores brasileiros e, em especial, nos acervos dos museus mais importantes do Brasil.

Ele ocupa uma posição de protagonista no cenário artístico brasileiro, conquistada sem fazer parte de grupos ou de movimentos teóricos como os que se sucederam ao longo de algumas décadas a partir dos anos cinquenta, quando eclodiram as linhas de pensamento artístico que balizaram a produção de arte no Brasil, durante aquele período e por uma longa temporada que estendeu quase até meados dos anos oitenta.

Siron teve uma trajetória incomum como artista, seja porque ela acontecia completamente fora dos eixos tradicionais de influência cultural ou porque diferia, essencialmente pela originalidade de sua pintura, da expectativa que era disseminada como orientação aceitável ou previsível pelas escolas, pela mídia ou pela moda, e que fora adotada por muitos artistas sintonizados com essas vertentes.

Naturalmente curioso e um voraz observador do cotidiano que o cerca, tornou-se capaz de criar um rico imaginário como poucos artistas o fizeram - graças a um trabalho fervoroso dedicado à pintura e ao desenvolvimento de uma técnica muito particular que o pintor foi aprendendo de maneira sempre mais aprofundada em sua concentração diária e na disciplina solitária de seu atelier.

Siron não é um pintor de cores folclóricas, nem de amenas paisagens, de frutas exóticas ou de figuras decorativas que evoquem paragens nostalgicamente rurais. Ele não é inofensivo. Ele quer participar e exige a nossa participação também. Ferreira Gullar sugere que Siron nos convida a olhar a sua pintura como se fosse a primeira vez que vemos uma pintura e é com esse olhar curioso e desarmado que devemos fazê-lo. Certamente teremos um grande impacto e um prazer de idêntica intensidade.

Ele realiza uma pintura onde aparecem figuras que se mesclam de maneira muitas vezes impressionante. Seres humanos e animais - macacos, antas, tamanduás, onças ou serpentes - surgem justapostos, em sua linguagem singular, que muitas vezes denuncia, chama a nossa atenção para a crueldade do ser humano, em suas relações de poder, com seus semelhantes e com a própria natureza.

Em alguns momentos essas figuras inventadas quase nos assustam, em sua fronteira com o pesadelo, na exibição de suas mutilações aterrorizantes, de suas deformações inevitáveis que nos sugerem monstros ou pela incômoda iluminação sutil que brota de seus interiores como se fossem provenientes de raios-x, revelando-nos essas figuras como as testemunhas lúgubres da mortalidade ou da fragilidade humana.

Também transita sua iconografia por símbolos que ele adota e explora à exaustão, como os números, os grafismos, as peles ou a mão espalmada do homem, como uma digital denunciadora da presença, de significação potente.

Um profundo conhecimento do métier, aliado às experimentações das técnicas de pintura, traduzem-se formalmente na criação de um mundo de imagens extremamente rico que foi crescendo ininterruptamente com o passar dos anos.

Siron foi e vai experimentando tudo em pintura. É como se adotasse uma espécie de postura "picasseana" frente ao mundo e isso resulte em conseqüências no próprio universo da pintura, pela sua ansiedade criativa e pela interferência de seu inesgotável dinamismo e de seu fértil talento. É possível que essa forma de pensar e trabalhar faça a obra de Siron Franco suficientemente vigorosa e original para ser percebida e reconhecida universalmente.

Siron Franco criou um mundo pictórico próprio, onde suas telas e propostas estéticas são imediatamente identificadas como "sironeanas", na palavra do poeta e crítico de arte Ferreira Gullar. E esse fato nos é revelado não pela sua temática e sim pela qualidade de sua pintura, pelo uso dos planos, da cor, pelo equilíbrio e pela estruturação formal, tendo sempre presente um ideal de beleza sugerido pelo próprio artista.

Isso é facilmente comprovado pelo caminho que o artista foi trilhando ao longo dos anos. Sua temática não o aprisionou a quaisquer fórmulas, porque Siron nunca as adotou, tendo sido sempre muito livre para enveredar por um leque de trilhas diversificadas, onde exercitou sua criatividade ao extremo.

Assim ele passou de uma figuração mais evidente para os grandes planos cromáticos, para o informalismo quase abstrato, para as manchas de cor onde utiliza as mais variadas técnicas (colagens, relevos, terra, cores metalizadas, desenhos, grafismos, etc.) sem as travas e as censuras de caráter ideológico ou das teorias estéticas que tanto cercearam artistas ou que funcionaram como eficazes paradigmas do "bom-gosto" oficial.

Siron, em sua liberdade, manteve-se distanciado dos preconceitos e isso parece ter-lhe sido bastante saudável. As figuras estiveram sempre presentes em sua obra, mesmo naquelas em que aparecem menos evidentes e isso não significa que ele não possa voltar a mostrá-las de maneira mais explícita quando isso lhe parecer adequado ou representar a emergência de uma necessidade interior.

Isso sinaliza que a pintura que Siron Franco nos propõe é bastante humanizada. Assim, ela nos toca profundamente. E cria pontos de ligação com uma realidade mais ampla, que muitas vezes deixamos de ver, afogados pelo cotidiano, pelo entretenimento ou pelo cansaço natural. Essa pintura nos faz refletir sobre nossa existência e sobre nosso próprio desempenho frente a coisas e necessidades comuns a todos - a natureza, a preservação das espécies e do meio ambiente, a violência, a ética, a educação e a cultura. Esses são bons motivos para uma atividade como pintar e certamente um bom papel para um indivíduo como artista, papel que Siron Franco sempre soube desempenhar com desenvoltura.

Com todos os seus sentidos voltados para o processo criativo, ele é capaz de transformar os objetos mais simples em surpreendentes obras de arte, numa precisa coerência com sua condição de artista brasileiro, do interior do continente latino-americano, não-domesticado e tampouco colonizado por parâmetros estéticos de outras realidades culturais e, ao mesmo tempo, de cidadão-indivíduo do mundo, que aborda problemáticas potencialmente capazes de interessar a todos por sua originalidade.

A instalação de lâminas de enxadas, com seu largo desenho sinuoso e seu jogo gráfico tridimensional se inscreve nessa linha de propostas, com suas múltiplas leituras e nos chama a atenção para o pensamento caleidoscópico e inquieto do artista. Outra contribuição notável é a montagem de lâminas de machados com o bico do tucano, que sugere o movimento veloz (e cubista) das asas e a leveza do frágil pássaro, mesmo tendo sido realizada com pesados objetos metálicos que parecem se dissolver magistralmente em seu resultado final, obra hoje inexistente da qual se preservou apenas a documentação fotográfica.

Estudioso e sistemático colecionador da obra de Siron Franco, o Sr. Justo Werlang aponta uma obra e cita uma frase que lhe serve como um referencial quase singelo : "Disseram que Siron pinta tudo o que vê...", - (ou como Ferreira Gullar descreveu com argúcia, "Siron é um homem que reinventa a imagem do mundo, com um poder mágico de tudo transformar em imagem pictórica") e a tela (Um pintor, de 1992), de um impacto invulgar, nos mostra um elegante grafismo que a cobre em sua quase totalidade, formando uma grade de elementos iconográficos em negro sobre uma rica textura de terras e velaturas em ocre e beges, e nesses elementos pintados em preto os símbolos de suas temáticas estão todos presentes, a capivara, o índio, a cobra, a multidão, as peles, a mão espalmada, os objetos indígenas e logo à direita o pintor, o seu cavalete e a sua palheta colorida, numa espécie de releitura de um tema clássico, o do pintor e o seu tema, o do pintor e as suas musas. E a tela apresenta-se revestida de força em sua contemporaneidade, com alma genuína e a ousadia da constante pesquisa.

É importante situar a trajetória de Siron a partir de sua luta para realizar o desejo de ser pintor, de seguir uma vocação artística em toda a sua extensão, num país tão pouco afeito a incentivar as artes plásticas, principalmente entre os menos afortunados.

Siron nasceu muito pobre, de uma família de dez irmãos.

O pai foi inicialmente lavrador e depois barbeiro. A mãe, de lides domésticas, foi costureira e boa cozinheira, pelo menos o suficiente para produzir bolos e pastéis que os pequenos meninos iam vender pelas ruas de Goiânia, Siron inclusive, na busca de um sustento muito sofrido.

Sua vocação para a arte surgiu cedo, porque desenhava bem e nunca parou de fazê-lo. Esse amor ao desenho é perceptível na maneira como estrutura os espaços nas telas, como lhes fornece o arcabouço gráfico e igualmente nas referências anatômicas criadas para seus seres imaginários, para as suas madonas.

Obteve um espaço para sua atividade no cenário artístico brasileiro porque foi perseverante na descoberta dos materiais, da maneira de pintar e, um pouco, como reconhece o próprio Siron Franco, porque estava longe dos grandes centros urbanos, dos grandes museus e das pessoas que teriam dito, com toda a certeza, que lhe seria impossível tornar-se pintor, por suas imensas carências financeiras e pelas suas (compreensíveis) lacunas culturais existentes àquela epoca, hoje lembranças longínquas.

Distante disso tudo, ignorante do obstáculo intransponível de suas limitações , continuou com seu sonho, inventou uma linguagem pictórica particular, superou todas as dificuldades e converteu-se num grande artista, de reconhecimento ampliado.

Natural de Goiás Velho, permanece em seu chão, na Goiânia onde nasceu, cresceu, aprendeu um ofício e de onde faz soar uma trombeta estridente, em defesa de valores caros aos seres humanos de qualquer ponto do planeta.

Foi de Siron Franco a voz mais presente no momento do célebre acidente com o césio em Goiás há alguns anos, quando a irresponsabilidade das autoridades, que deveriam proteger a população, levou à morte várias pessoas simples e desamparadas e ocasionou uma enorme tragédia econômica àquela região do Brasil.

O artista denunciou o desastre e continuou chamando a atenção para o fato, inclusive pintando uma série chamada "Césio", onde se pode encontrar várias referências ao acidente da tristemente famosa Rua 57.

É também um artista significativo em todos os acontecimentos de arte ligados à questão preservacionista, trazendo em seus quadros denúncias sobre a matança de animais e a exterminação criminosa das espécies, perpetrada pela ignorância gananciosa do ser humano, em sua notável e antecipatória série intitulada "Peles".

Siron erigiu um grande monumento em Goiânia, uma espécie de memorial em homenagem aos povos indígenas brasileiros, que, segundo o artista, foram dramaticamente esquecidos, permanecendo perversamente ausentes da memória nacional, que prefere reverenciar o conquistador, o caçador de escravos, o ladrão de riquezas minerais e o devastador das matas.

Foi também a voz intelectual que mais clamou e quem corajosamente denunciou através de um monumento pungente em Brasília, o assassínio covarde de um índio que dormia em condições precárias, num ponto de ônibus da capital brasileira, executado por incêndio, pela maldade inconseqüente de jovens privilegiados na busca desenfreada de emoções diferenciadas que o seu consumismo exacerbado não mais satisfazia. Num país jovem e já extenuado, que aparentemente perdeu a capacidade de indignar-se com a injustiça, o artista Siron Franco é incansável em suas denúncias, atuante na vida cotidiana em defesa de causas eticamente irrepreensíveis, promovendo sua luta quixotesca frente a uma nação quase sempre inerme e silenciosa, através de uma fina produção artística de coerência inusitada e tantas vezes inesperada.

Isso precisa ser colocado com precisão para que a obra possa ser compreendida adequadamente, porque não nos interessa em nenhum momento a qualidade do discurso, uma vez que este é absolutamente desimportante enquanto valor artístico e sim a da obra final, o resultado efetivamente alcançado pelo artista. O monumento-escultura é criativo: uma lâmina de aço córten, oxidada, plantada verticalmente, com recortes de uma silhueta de figura humana e signos gráficos representando chamas, rodeando-a simbolicamente num círculo ritualístico, que reproduzem escultoricamente o relevo igualmente em aço que aflora do chão, num dos lados da obra e que se transforma em seguida em sombra e luzes projetadas no lado oposto da escultura, criando e ampliando uma fraseologia visual com a luz intensa do Brasil central, que a atravessa e a marca no solo, definindo um desenho claro sobre o piso de pedra do passeio público. Um corpo caído, um molde, uma ausência e uma figura luminosa em movimento. Um monumento interessante e vigoroso.

Siron Franco faz parte de um grupo restrito de artistas iconoclastas e profundamente individualizados no que produzem, que não se filiam a escolas nem se lhes pode atribuir lugar em movimentos artísticos coletivos.

Como o cáustico George Grosz, que fez a ácida crônica da Alemanha nazista em suas gravuras expressionistas; como Francis Bacon, um dos grandes pintores ingleses do século XX, com suas parábolas de solidão; como José Luis Cuevas, o extraordinário desenhista e gravador mexicano, que introduziu em sua produção artística uma espécie de realismo mágico com a presença dos elementos dos ritos po-pulares de seu país, a morte, os esqueletos e as caveiras; Siron, o artista brasileiro do interior, e hoje mais do que em qualquer outro momento, um artista do mundo, também tem sua trajetória e poética próprias.

Siron Franco não conta histórias em suas telas. Ele faz aflorar o lado negro, os fantasmas e terrores que estão dentro de cada um de nós. Para tanto, não usa literatura ou um sentido de ilustração, usa seu enorme talento, sua fina sensibilidade e uma sinceridade que nos surpreende e comove.

A exposição do MARGS compõe-se da união de duas das mais importantes coleções da obra de Siron Franco existentes no Brasil, a Coleção Assis Esmeraldo (de São Paulo) e a Coleção Werlang (de Porto Alegre). É importante ressaltar que são coleções extensas, formadas ao longo de vários anos, através de contatos e diálogos constantes com o próprio artista, com visitas periódicas dos colecionadores ao seu atelier em Goiânia e constituídas com o sentido didático da incorporação de obras consideradas importantes para a compreensão desta ou daquela fase, desta ou daquela série.

Assim existiu em cada um dos colecionadores uma preocupação estrita com a qualidade das obras que vieram formando as coleções e a sua abrangência a vários períodos, sendo ambas, de muitas maneiras, complementares entre si. Esses fatos afirmam uma mostra homogênea que permite desde uma observação de telas mais antigas de Siron (como a do Argonauta, de 1973), de trabalhos de todos os seus períodos e séries, com a feliz presença de notáveis obras pouco vistas pelo público, como o célebre díptico Metamorfose (de 1979), incluindo-se aqui também uma grande tela que pertenceu à coleção P.M. Bardi (Título Proibido - 1979), uma das mais importantes da fase em que o pintor começou a ser percebido nacionalmente - a de seus monstros, das figuras misteriosas que neles se ocultam e vivem fantasmagoricamente dentro desses seus hospedeiros - até as mais recentes como as das Séries do Curral, do Césio (Rua 57 - de 1987), e as sensíveis Em Nome do Pai e Sexta Visão (ambas de 1997), onde Siron Franco Franco demonstra amplamente seu trabalho de pintor, desenvolto, muito liberto e coerente com os novos caminhos que elege.

Dessa maneira, a exposição Siron Franco no MARGS é uma rara oportunidade de se observar e estudar de maneira organizada e com obras de altíssimo nível, a trajetória de um dos maiores pintores brasileiros contemporâneos. Conta-se indiretamente com o privilégio da escolha das obras aqui apresentadas, que tiveram previamente a perícia e a acuidade dos "olhos seletivos" dos dois criteriosos e apaixonados colecionadores dos trabalhos de Siron Franco (os Srs. Francisco de Assis Esmeraldo e Justo Werlang), que gentilmente emprestaram suas obras ao Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli para a realização desta exposição.


Fontes:
Vídeo enviado por em 01/11/2006
Documentário sobre a vida e obra do artista plástico goiano Siron Franco. 
http://www2.uol.com.br/sironfranco/texto01.htm
 

Siron Franco 01

 Siron Franco:

Pintor, desenhista e escultor, Siron Franco nasceu em Goiás Velho, GO, em 1947. Passou sua infância e adolescência em Goiânia, tendo sua primeira orientação de pintura com D.J. Oliveira e Cleber Gouveia. Começou a ganhar a vida fazendo e vendendo retratos. A partir de 1965, decidiu concentrar-se no desenho, seguindo os esboços grotescos e irreais que tinha em mente. Entre 1969 e 1971 residiu em São Paulo, freqüentando os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levi, em São Paulo e integrando o grupo que fez a exposição Surrealismo e Arte Fantástica, na Galeria Seta.
Após ganhar o prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna em 1975, viajou pela Europa entre 1976 e 78. Dono de uma técnica impecável dá uma atmosfera dramática a seus quadros com a utilização de tons escuros, cinza e marron. Com mais de 3.000 peças criadas, além de instalações e interferências, teve sua obra representada em mais de uma centena de coletivas em todo o mundo, incluindo os mais importantes salões e bienais.

Cronologia:

1947
Nascia, em 25 de julho desse ano, Gessiron Alves Franco (Siron Franco) em Goiás Velho (antiga capital do estado de Goiás, anteriormente chamada Vila Boa). Foi o mais moço dos dez filhos de Constâncio Altino Franco e Semíramis França Franco.

1950
Em 16 de janeiro, mudou-se para Goiânia, indo residir numa zona de classe média baixa, Bairro Popular. Foi exatamente nessa localidade onde se deu o desastre com o Césio-137, em 1987.

1954
Simon começa seus estudos primários no Grupo Escolar Modelo, onde os professores eram instruídos a ministrar somente o básico: ler e escrever. Assim, aos sete anos de idade, Siron mal sabia as primeiras letras e, tanto quanto podia, escapava das salas de aula.

1957
Aos sete anos, Siron dividia seu tempo entre o pai, a quem ajudava numa padaria onde se achava então empregado, e a mãe, cujos pastéis vendia no estádio de futebol da cidade.

1959
A primeira obra conhecida de Siron data desse ano. Não se sabe ao certo quando Siron começou a ter contato com as artes visuais ou quando passou a demonstrar certo interesse nesta direção. Sabe-se, no entanto, que, em Goiânia, as pessoas de classe média costumavam decorar as paredes de suas casas com reproduções ruins e baratas dos mestres europeus - da Renascença ao Impressionismo. Possivelmente, teriam sido essas reproduções o primeiro contato que teve Siron com as artes visuais. Na casa de seus pais havia, por exemplo, uma reprodução da Última Ceia de Leonardo Da Vinci. Configurando esse fato como sendo o primeiro contato de Siron com as artes visuais, não há como precisar a data em que ele começou a pintar. Nesse ano numa curta viagem de seus pais, Siron pintou a Última Ceia na parede de sua casa.

1960
Nesse ano, Siron passou a trabalhar como “office boy” no Banco da Lavoura. Sua função era entregar a correspondência do Banco.
Nesse perído, Siron passou a freqüentar o Estúdio ao Ar Livre, supervisionado por dois pintores locais, D.J. Oliveira e Cleber Gouvêa. Como lhe faltassem tempo e meios para bancar as aulas de pintura, não teve um envolvimento muito singular com esse estabelecimento. Talvez estivesse lá apenas como observador. Foi nesse local que encontrou, além da grande ajuda dos pintores citados, o pintor Confaloni, o fundador da primeira escola de belas-artes de Goiânia e seu primeiro mentor.

1961
Siron começa a trabalhar numa editora, emprego que lhe permite conseguir uma coisa cara para ele: o papel.

1962/66
Sem emprego fixo e estabilidade financeira, Siron aprendia sozinho a dominar a técnica do desenho e, de forma já não tão autodidata, a da pintura. Seu método se baseava na observação e experimentação. Começou a manter-se como retratista, pintando quadros a óleo, técnica que domina, mas raramente faz uso dela.
Aceitava encomendas como desenhista gráfico e até mesmo qualquer trabalho que surgisse.

1967
Siron pintou a mulher do governador de Goiás. Com esse trabalho, sua reputação de retratista cresceu e expandiu-se até Brasília, onde retratava as figuras da alta sociedade.
Nesse ano, Siron fez sua primeira exposição individual de desenhos, no Hotel Bandeirante. Submeteu três desenhos em nanquim à comissão julgadora da Segunda Bienal da Bahia.

1968
Siron expôs as três obras aceitas na Segunda Bienal da Bahia: Cavalo de Tróia, Fim de Todos e Morte aos Primogênitos. Na noite de abertura, a Bienal inteira foi fechada pelo regime militar e duas de suas obras foram destruídas, sobrevivendo apenas o Cavalo de
Tróia que recebeu o Prêmio de Aquisição.

1969
Segunda exposição individual de Siron na Fundação Cultural de Brasília, onde expôs desenhos e pinturas. Nessa fase, Siron começou a pintar temas sacros, em especial Madonas, que era mercadoria muito vendável e aceita nos países latinos. Esses rendimentos permitiam a Siron certa liberdade financeira para desenvolver sua própria obra que, na época, carecia ainda de definição e era invendável.

1970
Em 23 de março, Siron casa-se com Goiaci Milhomen e muda-se para São Paulo.
Aí, trabalhou com Bernardo Cid e Walter Levy. Fez, nessa época, alguns trabalhos que ele denominou “Era das Máquinas”. Conhece O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP).
Participa de uma coletiva integrando o grupo que faria a exposição “Surrealismo e Arte Fantástica” na Galeria Seta de São Paulo, onde apresentou as obras Eros e Tánatos.

1971
Siron volta com sua família para Goiânia. Preparou trinta telas que enviou ao Iate Clube, no Rio de Janeiro, onde faria sua primeira exposição individual naquela cidade.

1972
Exposição individual na Galeria Porta do Sol, em Brasília. Em novembro, ele expôs 42 obras no Iate Clube do Rio de Janeiro. Nessa época as obras de Siron tiveram um grande defensor em Walmir Ayala, escritor e crítico de arte na seção cultural do Jornal do Brasil. Em seu artigo “O Pesadelo Tecnológico”, ele diz: “A cibernética, o sonho tecnológico, são as forças motrizes do maduro surrealismo de Siron, que tem em Bosch e na pintura flamenga como entre Deus e sua criação, a semelhança foi sendo desfocada por este poderoso artista goiano e o Bosch se viu ampliado e sertanejamente interpretado”.

1973
Nova exposição individual de Siron, realizada em dois de agosto na Galeria Guignard, em Porto Alegre.
Em 20 de agosto, Siron inaugura, sozinho, a Galeria Intercontinental no Rio de Janeiro. Abandona o estilo hiper-realismo para pintar figuras isoladas, deformadas, sugerindo fetos, centradas sobre a tela. Nessa exposição surge mais uma figura-chave em sua carreira: o crítico Jayme Maurício, que se tornou o primeiro mentor intelectual de Siron.
Siron foi convidado a participar do Primeiro Salão Global Primavera, em Brasília. Recebeu o Prêmio de Viagem, que consistia de uma permanência de seis meses no México. Seria a primeira vez que deixaria o Brasil.

1974
Siron volta ao Brasil.
Seus trabalhos são admitidos na 12a. Bienal Nacional de São Paulo. Siron saiu vitorioso, entre 145 concorrentes, ganhando o Prêmio no valor de mil dólares, além de ser o melhor pintor do ano e único representante brasileiro na 13. Bienal Internacional de São Paulo.
Participou do 23o. Salão de Arte Moderna no Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, recebendo o Prêmio de Isenção do júri.
Participou ainda de duas exposições coletivas: a de artistas brasileiros, realizada no Museu Nacional de Osaka, no Japão e na da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
Apresentou-se sozinho também na Galeria LBP de Goiânia e Petite Galerie no Rio de Janeiro.
Apesar de bem aceito pela imprensa e estar vendendo bem, Siron continuava a pintar madonas e figuras com ar de madonas. Talvez porque com a família sempre crescendo as necessidades também crescessem.

1975
Como estava isento de julgamento, Siron, no mês de maio, apresentou três obras para serem expostas no 24o. Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Museu Nacional de Belas-Artes: A Rainha, O Espelho e O Limite do Sistema. O quadro A Rainha valeu-lhe o Prêmio de Viagem, correspondente a uma estadia de dois anos num país estrangeiro de sua escolha e uma bolsa de quinhentos dólares mensais. Na ocasião, tal Prêmio constituía a mais alta honraria a que poderia almejar um artista brasileiro.
Exposição individual na Galeria Oscar Seráphico, em Brasília. Em novembro foi designado para representar o Brasil na 13a. Bienal Internacional de São Paulo, onde recebeu o Prêmio Internacional da Fundação, no valor de três mil dólares.
Aos 28 anos Siron já havia recebido os mais importantes prêmios do país.

Monumento às Nações Indígenas, Goiânia



O executivo, 1976, OSM, 100x100cm



O Figueiredo, 1980, OST, 180x170cm
1976
Siron parte para a Europa, tendo voltado diversas vezes ao Brasil para cumprir compromissos profissionais.
Exposição individual no Petite Galerie no Rio de Janeiro.

1977
Siron participou de uma exposição itinerante, intitulada “Brasil e sua arte contemporânea” que percorreu várias embaixadas brasileiras na Europa.
Segunda exposição individual em Goiânia “Siron expõe arte sacra”.

1978
Primeira exposição individual na Galeria Bonino, em agosto. Exposição individual na Galeria Casa Grande, em Goiânia, onde havia exposto apenas desenhos, e outra na Fundação Cultural de Brasília.
 Personagem indeciso, 1986, OST, 80x70cm

 Ontem, 1993, OST, 80x90cm
 histo8.jpg (5276 bytes)
 Instalação Vítimas da Violência, 2005 Brasília


1979
Perde os pais, por motivos diferentes, em apenas dois meses.
Siron foi novamente convidado para representar o Brasil na 15.Bienal Internacional de São Paulo, onde o diretor do MASP, Sr. Bardi adquiriu toda a exposição.
Simon realizou ainda duas exposições: uma coletiva, denominada “Figuração Referencial” montada no 11o.Salão de Artes de Belo Horizonte, e outra individual na Galeria Casa Grande, em Goiás.

1980
Em julho, a mostra coletiva itinerante “Hilton painting highligts” começaria por Brasília e viajaria, em seguida, para os Museus de Arte Moderna de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Ganhou o Prêmio de melhor pintor do ano.
Também participou da coletiva “Vinte Pintores Brasileiros” no MASP.
Depois de sua volta da Espanha, o artista declarou que, vivendo no estrangeiro, se sentira estimulado pelas cores. Havia tomado consciência do quanto era colorido o Brasil.
A partir daí a cor começou a ser a forca motriz das obras de Siron.
Da aliança com uma rica e densa imagística resultou a combinação que se tornaria imbatível.
Em novembro, Siron expôs 37 telas, intituladas “Semelhantes”, cujas dimensões eram, para os padrões brasileiros, muito avantajadas. Algumas das obras haviam recebido número e título, outras apenas números. Formava em seu conjunto a série denominada "Semelhantes". Foi considerada por muitos como a melhor exposição já feita por Siron, e, esse foi um momento decisivo na carreira do artista, assinalando a trajetória passada como os caminhos futuros que viria a seguir.
Faz a primeira exposição na Bahia, na Fundação Cultural do Estado, levando essas obras.

1981
Siron é convidado a representar o Brasil na 4a.Bienal de Medelin, na Colômbia, bem como na 5a.Bienal de Valparaiso, no Chile. Tanto para uma como para outra, ele enviou os quadros da série “Semelhantes”.`
Participou de mais quatro exposições coletivas: ”Dez artistas brasileiros”, nos Museus de Arte Moderna de Bogotá e São Paulo; Arte contemporânea latino-americana e japonesa “, no Museu de Arte de Osaka, Japão; "Arte Goiás 19” na Galeria Prestes Maia, São Paulo, e “Pablo, Pablo”, nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro. Esta última seria para comemorar o centenário de nascimento de Picasso.
Realizou ainda, nesse ano, três exposições individuais: uma na Galeria Ranulpho, em Recife, outra na Galeria Salamandra, em Porto Alegre, e a terceira na Galeria Casa Grande, em Goiânia.

1982
Exposição individual de óleo sobre colagem na Galeria Casa Grande, Goiânia.
Em outubro, exposição individual na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, onde ganhou Prêmio Mário Pedrosa, destinado à melhor exposição do ano.

1983
Duas exposições coletivas: ”Panorama da arte brasileira contemporânea”, no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC) e "Artistas brasileiros contemporâneos” no Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro.
Três exposições individuais: Galeria Ranulpho, em Recife, na Bolsa de Arte, em Porto Alegre, e na Ida e Anita Galeria de Arte, em Curitiba.
Participou, junto a outros artistas, do projeto “Arte na Rua”, promovido pelo MAC.

1984
Participou de seis exposições coletivas: “Pintura brasileira atuante” no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
"A cor e o desenho do Brasil”, exposição itinerante que percorreu vários países europeus; “Tradição e ruptura – síntese da arte e cultura brasileiras”, na Fundação da Bienal de São Paulo; “Pequenos formatos”, na Galeria Paulo Figueiredo, em São Paulo; em conjunto com Antonio Henrique Amaral, realizou no National Art Center, em Ottawa.
Recebe o Prêmio de Melhor Obra, na 4a. Bienal Ibero-americana de Auto-retratos, na cidade do México.
Realiza a exposição individual “Os recentes trabalhos de Siron”, na Galeria Paulo Figueiredo.

1985
Participou de cinco exposições coletivas:
“A arte de hoje no Brasil”, no Museu de Arte Contemporânea, em Tóquio. “Expressionismo Brasil – herança e afinidades”, na Bienal Internacional de São Paulo.
Destaques da arte contemporânea brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
“Sete Pintores de arte contemporânea”, na Galeria Portal, de São Paulo.
“Brasilidade e Independência”, no Teatro Nacional de Brasília.
Fez também duas exposições individuais: uma em Salvador, no Escritório de Arte e outra em Maceió, na Karandash Arte Contemporânea.
Embora morando em Goiânia, agora no seu segundo casamento, Siron, aluga casa em São Paulo para temporadas.
Dirige um documentário para a TV, denominado Xingu. O Filme foi premiado com uma medalha de ouro no Festival Mundial de Televisão e exibido na Bienal de Veneza.

1986
Participa da 2a. Bienal de Havana.
Faz três outras exposições coletivas: URBS, na Galeria Montesanti, no Rio de Janeiro; O futebol-arte no Brasil, uma exposição itinerante que partiu de São Paulo e viajou por diversas cidades mexicanas; Primeira exposição de "Arte contemporânea Christian Dior”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.
Realiza duas exposições individuas: Galeria São Paulo e Galeria Montesanti, ambas em São Paulo.
A comunidade baiana, radicada em Brasília, encomendou a Siron o primeiro monumento público que faria em sua vida. Participa, como diretor artístico, da realização do documentário televisivo Pantanal.

1987
Agora com uma vida financeira bastante equilibrada, muda-se com a família para uma casa recém construída nos arredores de Goiânia, em Buriti Sereno, onde instala seu novo estúdio.
Já referenciado pela imprensa e pelos marchands e diretores de museus, Siron podia dar-se ao luxo de abandonar o circuito Rio-São Paulo e fixar-se no seu habitat predileto que é Goiânia, de onde sai o menos possível.
É convidado a criar cinco mil diferentes placas de cerâmicas, projeto que lhe custou 45 dias de trabalho com toda a equipe, para o proprietário da Cecrisa presentear amigos que participavam de conferência em Brasília.
Participou de duas grandes exposições coletivas:
“A arte do fantástico”, em Indianápolis Museum of Art, que seria levada para o The Queens Museum, em Nova York e Center for Fine Arts, em Miami, e
"A arte brasileira do século XX”, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris que se encerrou, no ano seguinte, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Montesanti promoveu a mostra coletiva “São Paulo-Rio-Paris”, no Rio e São Paulo em sua galeria e, em Paris, na Galerie 1900-2000.
Siron ainda participou das exposições: “Mostra Coletiva de artistas brasileiros” na Galeria Performance, no Rio de Janeiro; “Doze artistas brasileiros”, na Galeria Anarte em Salvador e “Levante Centro-Oeste”.
Em novembro, presenciamos em Goiânia, o divulgadíssimo acidente do césio-137. Movido pelas terríveis cenas que deve ter presenciado durante o caos e pela profunda afinidade que sempre teve com a terra natal e seus aspectos naturais, Siron produziu o seu mais valioso trabalho, a “Série Césio”. Foram 23 quadros pintados com terra de Goiânia, tinta automotiva prateada e tinta fosforescente azul. Daí surgiu a exposição “Goiânia, Rua 57” realizada na Galeria Montesanti, em São Paulo.
Ainda nesse ano, Siron participa de mais duas exposições/mostras coletivas itinerantes: "Os ritmos e as formas – arte brasileira contemporânea”, que saiu de São Paulo direto para o Charlottenborg Exhibi-tion Hall, em Copenhague, e “Brasil Já” que estreou no Morsbroich Museum, em Leverkusen. A exposição foi levada depois para Landergirokasse Gallery, em Stuttgart e depois para o Sprengel Museum, em Hannover.
Siron também expôs na Galerie Inger Baecker, em Colonia, com o nome de “Siron Goiânia Brasil”.
Em São Paulo, participou da exposição na nova Galeria Companhia das Artes, com “Siron Franco – pinturas e desenhos de 1975-1984”.

1989
Participou de três exposições coletivas:
“O surrealismo no Brasil”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
“Goiás: um regard sur lárt contemprain du Brézil”, em Dijon e
“Introspective Contemporary Art by Americans and Brazilians of African Descent”, no California Afro-American Museum, em Los Angeles.
Participou da 20o.Bienal Internacional de São Paulo, levando o mesmo conteúdo para a exposição individual no Subdistrito Comercial de Arte, em São Paulo.

1990
Participou de cinco exposições coletivas:
“Místicos, sagrados e profanos”, na Galeria Ranulpho, em Recife.
“Figuras e Fábulas – 75 anos de arte na América Latina”, em Caracas;
“Chicano e Latino”, na Daniel Saxon Galley, em Los Angeles;
“Latin Art 90”, na Anita Shapolsky, Nova York.;
“Exposições de arte contemporânea Brasil-Japão”, no MOA, em Tóquio, e no MASP em São Paulo.
Nessa fase, Siron entregou-se a um tipo de trabalho totalmente diferente. O motivo das peles, que timidamente começara a aparecer no começo dos anos 80, agora domina as telas completamente. Era como se um detalhe da pintura fosse mostrado em zum. Peles, pelúcias de vários tipos, pedaços de carne combinavam-se para criar um padrão quase abstrato, ou as “peles”, como geralmente é designado.
Em 21 de Junho, na Galeria Montesanti, em São Paulo, aconteceu a exposição cujo título foi “Peles – pinturas recentes”.
Nesse ano, no Dia da Criança, Siron produziu seu trabalho mais emocionante, no gênero: denunciando, de maneira sutil, o alto índice de mortalidade infantil do país, ele plantou mil e vinte caixões infantis, pintados de verde, amarelo e azul, reproduzindo a bandeira do Brasil, em plena Esplanada dos Ministérios, em Brasília.


Sem Título, 1989, OST, 90x80cm


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O apicultor, 1984, OST, 155x135cm



Instalação Intolerância, 
Objeto escultório com cilindro em aço, 2002


Salvei nossas almas 0cm x 0cm - Roupas e radiografia
Foto:-

Primeira Vítima, 1987 135cm x 155cm - Técnica mista sobre tela
Foto:

Primeira Vítima, 1987 135cm x 155cm - Técnica mista sobre tela
Foto:





Segunda Vítima, 1987 155cm x 135cm - Técnica mista sobre tela
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Terceira Vítima, 1987 155cm x 135cm - Técnica mista sobre tela
Foto:



                                                        CÉSIO

Quarta Vítima, 1987 155cm x 135cm - Técnica mista sobre tela
Foto:

Rua 57, 1987 90cm x 110cm - Técnica mista sobre tela
Foto:

Herança, 1988 155cm x 135cm - Técnica mista sobre tela
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Figura cubista na rua 57, 1990-1994 180cm x 170cm - Técnica mista sobre tela
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Outros Gritos, 1996 155cm x 135cm - Óleo sobre tela e papel radiográfico
Foto: 








Sem Título 40cm x 60cm - Guache sobre Papel
Foto:MLima

Rua 57, 1987 40cm x 60cm - Guache sobre Papel
Foto:MLima

Cesio, 1987 40cm x 60cm - Guache sobre Papel
Foto:MLima

Sem Título 40cm x 60cm - Guache sobre Papel
Foto:MLima

Atividades

  Siron Franco - © Copyright - Todos Direitos Reservados - Desenvolvido por Maurício Lima
 Fontes:
Vídeo:Enviado por em 01/11/2006
Wikipédia 
Documentário sobre a vida e obra 
do artista plástico goiano Siron Franco. Parte 01
 http://www.sironfranco.com/comercio.asp?flg_Lingua=1&flg_Tipo=Q1